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MUSICOTERAPIA

Publicado: Dec 26, 2011 por admin Arquivado em: Artigos

Tratamento através da música não é fantasia; é real

Por Osvaldo Correa

 Como funciona?
A nível psicológico somos influenciados pelos acordes musicais e também pela mensagem contida na letra. Uma vez modificado nosso padrão vibratório mental, nosso organismo se reajusta a nível energético provocando a auto cura e ainda abrindo espaço para que os espíritos superiores possam agir em nosso organismo.
A nível científico, o som musical é transportado por ondas sonoras através da F.C.U., e para entendermos o seu mecanismo de cura é preciso algum conhecimento básico sobre ondas e notas musicais.

Onda possui três características básicas:
a - Comprimento de onda, amplitude de onda e freqüência, quanto maior o comprimento de onda é menor e a amplitude e também a freqüência, conseqüentemente este tipo de onda possui menor VIBRAÇÂO, tons menores indicado para tratamento de pessoas agitadas e nervosas.
b - Quanto menor o comprimento de onda, maior será a amplitude e a freqüência, conseqüentemente terão maior velocidade e poder de penetração, indicado para tratamento de pessoas apáticas, melancólicas ou com baixa vibração.
Por isso, Jesus, dirigindo-se a pessoas aparentemente vivas disse:
Eu vim para que tenham vida, e vida em abundancia (fluido vital).
Por sua vez, as notas musicais possuem tons maiores e tons menores.
Os tons menores são notas com ondas sonoras mais lentas, melancólicas, diminuem a vibração, não é musica para ser ouvida por quem já está abatido, “pra baixo”, baixará mais a sua vibração. Os tons maiores ao contrário são notas mais rápidas, alegres, animadas, aumentam a vibração. Indicado para tratamento de pessoas apáticas depressivas, etc.
Indicamos a seguir argumentos a favor da implantação da música nas casas espíritas.
Questão 251 do L.E. Sensibilidade dos espíritos à música.
a - O espiritismo moralizará os homens e estes então só produzirão boas músicas. Obras Póstumas
b - A musica influencia o progresso moral dos homens. 'Obras Póstumas'
c - A boa música liga o ser ao criador por sua harmonia celeste. O. P.
d - O espiritismo deve orientar aos homens a ouvirem boa música. O. P.
e - O espiritismo depura a boa música. O.P.
f - A influência da música na recuperação de criminosos. Revista Espírita, maio 1864, pág.257.
g - A influencia da música no tratamento de loucos, cretinos e idiotas. 'Revista Espírita'. maio de 1864, pag258.
Além destas recomendações da Codificação de Allan Kardec, Leon Denis, contemporâneo de Kardec, no Livro O Espiritismo na Arte, transcreve as seguintes mensagens dos espíritos O Esteta e Massunes:
1 - A musica é a voz dos céus profundos. Tudo no espaço traduz-se por vibrações harmônicas, e certas categorias de espíritos, não comunicam entre si senão através de ondas sonoras. O Esteta, pág. 79.
2 - A música ocupa lugar considerável nas manifestações de culto que as almas prestam a Deus. O Esteta, pág. 79.
3 - Não há cerimônia religiosa verdadeiramente eficaz e completa sem o cântico. Pág 89
4 - A música influi sobre a saúde física por sua ação sobre os fluidos humanos. Pág 90
5 - O cântico produz uma dilatação salutar da alma, uma emissão fluídica que facilita a ação das forças invisíveis. Pág. 89.
Enfim teríamos que transcrever o livro todo para conseguir falar de todos os benefícios da música.
Para não deixarmos o texto longo, sugerimos aos que amam a música e aos que proíbem a música nas casas espíritas à leitura deste livro O Espiritismo na Arte de Leon Denis.
Em nossa casa, (www.alvoradanova.org.br) verificamos na prática os seguintes benefícios:
a - A harmonia do ambiente, antes, durante e depois dos trinta minutos de musicoterapia, é sentida não só por nós os trabalhadores da casa como por todos os que nos visitam, como sendo dos mais elevados.
b - A recuperação da harmonia físico-espiritual dos atendidos que nos procuram se processa de maneira rápida e eficaz.
c - Como as pessoas que ouvem as músicas espíritas podem acompanhar cantando com voz suave e menos altura que o cantor ou cantora, há neste momento salutar intercambio de energias entre todo o grupo.
d - Em nossa casa não temos placas dizendo: "SILÊNCIO" ou "O SILÊNCIO É UMA PRECE". Mesmo sem a música em alguns intervalos o silêncio é respeitado.

MÚSICA SEGUNDO O ESPIRITISMO

Publicado: Dec 26, 2011 por admin Arquivado em: Artigos
 Todo livro de autoajuda que se preze tem entre suas receitas de bem-estar o preceito de se usufruir da boa Música, pois esta não é uma criação humana, mas sim uma dádiva divina: a arte musical terrena é uma singela representação da música celeste, tal como o brilho lunar refletido numa lagoa não é a lua.

Harmonia é uma aptidão inerente ao Espírito — a todos os Espíritos — parelho ao instinto de progressão que nos instiga a evoluirmos sempre. Tal é o seu préstimo.
Toda a criação é uma sinfonia. A manutenção do Universo idem. O rugido do solo terreno, o chio da água, o estrondo retumbante do trovão, o gorjeio dos pássaros... Tudo isso é uma canção natural. Até o silêncio — que não deixa de ser um elemento musical — é peça sonora. Logo, Deus, o Grande Autor, é outrossim o Grande Compositor e Maestro da canção universal.
Antes que a raça humana desenvolvesse a escrita e a fala, a intuição materna já havia desenvolvido a canção de ninar, com modestos solfejos a embalar suas crias no colo, com a mais pura autenticidade. Observando a Natureza o homem aprendeu a cantar e a ritmar. No eco vindo das cavernas, encontrou os primeiros efeitos especiais, ainda no primitivismo. E por que queriam agradar aos seus deuses, nossos ancestrais elegeram a Música como o mais sublime tributo e meio de oblação, aquilo que melhor poderiam dar aos seres superiores. Assim nasceu o gênero sacro. A profanidade musical surgiu quando os reis da terra recobraram para si o status de divindade. A Música deu vida aos aedos e trovadores, e no curso de seu alargamento assumiu feições emotivas com o romantismo até se vulgarizar, para quebrar o atavismo da exclusividade do elitismo, achando-se atualmente numa miscelânea tal, que ora encanta, ora espanta.
Mas o que é a Música, afinal?
Nem mesmo os grandes mestres desta arte na Terra ousaram circunscrever o seu conceito: “Música não é para ser explicada, mas para ser sentida!” — concorda a maioria. Sendo de ordem metafísica, o homem não poderia, logicamente, explicá-la.
Certa vez, porém, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sob a regência do egrégio Allan Kardec, ocupou-se desta temática, compreendendo que a Música, genuinamente de natureza espiritual, deva ter uma aplicação transcendental e não meramente para entretenimento terreno — embora seja legítimo este emprego. E para aqueles eminentes estudiosos fez-se presente, mediunicamente, o Espírito de Gioachino Antonio Rossini, que em vida foi renomado compositor de obras-primas (tais como “A Cinderela”, “O Barbeiro de Sevilha” e “Guilherme Tell”). Este se pôs a debruçar-se sobre a interpretação espírita à Harmonia, da qual ora colocou-se humildemente na condição de singelo aprendiz. (vide capítulos “Música Celeste” e “Música Espírita”, ambos em OBRAS PÓSTUMAS, Allan Kardec)
Não é que haja música na espiritualidade, mas que A Música é do mundo dos Espíritos — afirma Rossini — e esta é sem comparação — acrescenta. As entidades elevadas que dominam a técnica musical a produzem por ação direta com o fluido cósmico, cujas vibrações penetram no âmago dos seres e se confunde com a prece, glorificando a Deus e levando ao êxtase aqueles que são capazes de concebê-la. Tal configuração ressoa no éter de maneira que nenhum instrumento humano jamais será capaz de imitar ao menos aproximado.
Rossini continua sua interpretação comparando a Música a uma ponte: é uma espécie de médium que transmite a harmonia do compositor aos seus ouvintes. A essência, portanto, é a Harmonia, carregamento de sentimentos daquele que a compõe. A música é posta a serviço desse sentimento para tentar reproduzir as mesmas sensações do compositor àquele que ouve. Uma canção está sempre emoldurada de parte do conteúdo daquele que a produziu. O ouvinte, consciente ou não, absorve esse contento. A boa criação musical é uma carta de amor que encantará àquele que a ler. Em contrapartida, a composição vulgar esparge o perfume da malícia, do rancor, da desonra. Ela sobrecarrega seu receptor e infama o Pai Celeste. A música entoa aquilo que ao coração preenche.
Se em nosso orbe essa carga de sentimentos de que se compõe uma música pode ser falseada ou mal reproduzida, no mundo espiritual isso não é possível, pois a transmissão é de alma para alma, sem auxílio de instrumentos rudes e limitados. Os Espíritos musicam o composto exato daquilo que são.
Se de um lado da ponte está o artífice da obra harmônica, do outro está o ouvidor. Este se enleva com a qualidade da obra conforme seu estágio evolutivo. E escutar não constitui simplesmente um ato passivo, mas é, além disso, ressoar na mesma faixa de vibração — positiva ou negativa — tal qual uma câmara de eco. O gênero, por conseguinte, serve como um dos parâmetros para graduar os indivíduos, fazendo valer esta versão de um anexim: Diz-me que música tu ouves que te direi quem és.
Rossini atentam-nos para a importância da música espírita, como utensílio de elevação individual e coletiva. Seja de teor doutrinário ou de louvação, ela há de alavancar sentimentos mais nobres na humanidade. O Espírito de sutis percepções — dado seu atraso moral e intelectual — por vezes é tangido pela harmonia, levado ao cume de uma satisfação — ainda que não a compreenda completamente — e, de volta à realidade, sente em seu imo o almejo por subir novamente ao monte prazeroso. Este o efeito terapêutico de que a Música é capaz, e que nos reporta a um episódio bíblico, contado no primeiro livro de Samuel, em que Saul, o rei déspota do povo hebreu, atormentado por angústias oriundas de seus distúrbios morais, experimentou o efeito revigorador produzido pelos sons tocados em uma harpa pelo menino Davi, que mais tarde se tornaria o mais memorável dos reis de Israel e a quem se imputa o título de mediador do livro dos Salmos.
Eis o instinto natural ao progresso imprimido na alma de todo ser inteligente. Assim, a música espírita é uma mola propulsora para o melhoramento individual. Ela projeta o oásis prometido às almas e nos incita a caminhar nesse rumo.
A descrição acima veio de um indivíduo, Gioachino Rossini, mas foi corroborada pelos Espíritos Superiores que acercaram o altivo codificador espírita e o mencionado grupo de estudos, autenticando assim a tese em nome do Espiritismo.
Visto que a música é uma das incumbências dos Espíritos, cuidemos de nos qualificar nessa matéria, começando pela triagem do que ouvimos, caminhando para a mediunização musical (reprodução das composições) até topar a sublime aptidão para a composição.
Espíritas, patrocinem a música espírita, ouçam, componham, toquem e cantem músicas espíritas. Mas que ela seja ato de caridade da parte do músico espírita, tal como na mediunidade, sem benefícios financeiros ou privilégios individualistas.
Mães, embalem seus filhos no colo e cantem para eles!
Homens, enfileirem-se com a orquestra da Natureza.

Por Ery Lopes


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