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Aos artistas espíritas brasileiros
[...] Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!” - O Espírito de Verdade (Cap. XX, item 5 – “Os obreiros do Senhor” – O Evangelho segundo o Espiritismo – Allan Kardec.)
Prezados irmãos!
Paz e alegria a todos!
Um novo momento se estabelece para a ARTE ESPÍRITA em nosso BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVENGELHO!
Não
poderíamos deixar de destacar aos estimados confrades o momento
histórico que estamos vivenciando no que se refere à “validação” e ao
“reconhecimento” da Arte Espírita.
Dirigimo-nos a todos os artistas espíritas do Brasil com o intuito de, além de irmanar a todos, também informar e esclarecer a respeito do texto contendo recomendações sobre Arte Espírita, elaborado pelo Conselho Federativo Nacional da FEB e aprovado na reunião de novembro de 2010, com base em estudos realizados desde 2008. O referido texto poderá ser obtido através do link http://www.febnet.org.br/ba/file/CFN/Arte.pdf.
Devido a dúvidas que nobres irmãos de ideal artístico-espírita têm tido sobre o referido documento, gostaríamos de fazer os seguintes esclarecimentos.
O que é o Conselho Federativo Nacional da FEB (CFN)?
As
diversas casas espíritas existentes no território nacional costumam
fazer-se representar através de suas respectivas federativas estaduais
(por exemplo: Federação Espírita Amazonense, União Espírita Mineira,
Federação Espírita do Estado de Sergipe, Federação Espírita Catarinense,
etc). São ao todo 26 estados e também o Distrito Federal. Os assuntos
de interesse geral dos centros espíritas são levados, por intermédio de
suas federativas, até o Conselho Federativo Nacional da FEB (CFN), que
se caracteriza, portanto, como uma grande colegiado que reúne as
federativas estaduais entre si e a FEB, para tratarem de assuntos
estratégicos que visem:
I - unificar e dinamizar o movimento espírita brasileiro;
II - facilitar o intercâmbio, o inter-relacionamento e a discussão de problemas comuns às instituições que o compõem;
III
- promover a união, a confraternização, a concórdia e a solidariedade
entre as instituições, para que se verifique completa harmonia de
propósitos e unidade na divulgação e na prática do Espiritismo.
O CFN realiza reuniões ordinárias anuais no mês de novembro, na sede da FEB, em Brasília.
O que vem a ser o texto contendo recomendações sobre Arte Espírita, elaborado pelo Conselho Federativo Nacional da FEB?
O
movimento espírita brasileiro sentiu-se carente de um documento que
pudesse nortear as instituições espíritas e os próprios órgãos de
unificação sobre como lidar com a arte dentro do Centro Espírita. Assim,
na reunião do CFN de 2008, foi criada uma comissão para estudar o
assunto e apresentar propostas de formalização de um documento para
avaliação do CFN. Esta comissão foi formada por representantes de
federações de diferentes regiões brasileiras e também por representantes
da própria FEB, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil e ainda da
Associação Brasileira de Artistas Espíritas. Digno de se registrar aqui a
abertura do CFN ao possibilitar, já naquele ano de 2008, a participação
da Abrarte na referida comissão, haja vista que era a primeira vez
que nossa Associação participava da reunião do Conselho e, mesmo
assim, foi integrada ao trabalho.
A comissão apresentou na reunião do CFN de 2009 uma minuta do referido texto, que sofreu ajustes, ao longo de 2010, sendo aprovada sua primeira versão em novembro do ano passado. Como se percebe na capa do referido documento, o texto foi aprovado em caráter experimental, o que significa que o mesmo passará ainda por contínuos aperfeiçoamentos. Dilatando nossa visão para um olhar de longo prazo, a Abrarte entende este documento como um primeiro passo para a orientação e consolidação do movimento artístico espírita brasileiro sintonizado com os ideais do movimento federativo. O texto poderá sofrer ajustes, conforme forem chegando novas contribuições daqueles que o estiverem utilizando. O importante a destacar é que, pela primeira vez na história do movimento espírita brasileiro, temos um texto sensibilizando o dirigente dos centros espíritas, demonstrando o valor da arte espírita e sugerindo alguns procedimentos com a arte dentro das instituições espíritas.
Como contribuir com o documento, caso visualizemos necessidade de ajustes ou detectemos discordância de alguns de seus itens?
Toda
sugestão será bem vinda e o CFN colocou-se aberto a ajustes que se
façam necessários. A Abrarte, por sua vez, também se coloca à disposição
dos artistas espíritas brasileiros para colher as sugestões e
encaminhá-las para a Comissão de Artes do CFN.
Qual a participação da Abrarte na comissão?
A
Abrarte tem tido a oportunidade de participar do documento através de
sugestões, troca de experiências e debate com a comissão. Sabemos que a
aprovação final é dada pelo próprio CFN, formado pelas federativas
estaduais, através de votação, no qual a Abrarte não tem direito a voto.
No entanto, para a nossa alegria, registramos que, a convite da própria
Federação Espírita Brasileira, a Abrarte poderá participar das
Comissões Regionais do CFN, que são realizadas no primeiro semestre de
cada ano. Nestes encontros teremos a oportunidade de estar atuando mais
diretamente junto às federativas no que tange à criação e/ou aproximação
de comissões de artes de cada Federativa. Isso possibilitará que a
Abrarte faça o papel de intermediadora levando o conhecimento, a visão e
as dificuldades dos artistas espíritas até as Federativas, e também
trazer até os artistas espiritas as dificuldades, desafios e visão das
Federativas e Centros Espíritas no que se refere à arte espírita.
A Abrarte manifesta sua alegria por participar deste processo e coloca-se inteiramente a disposição dos artistas espíritas, dirigentes de centros espíritas e dirigentes de federativas para auxiliar neste processo de qualificação da Arte Espírita!
Nando Cordel
Preocupado com a paz no mundo, apoia várias campanhas e projetos no Brasil. Com uma canção intitulada “A paz do mundo começa em mim”, já participou de várias caminhadas pela paz que somadas já juntaram mais de 500 mil pessoas no Nordeste.
Sites música espírita
www.timevanessa.com.br
www.verbosdeversos.com.br
www.arteespirita.com.br/meucantar
www.radiofraternidade.com.br
www.anima.mus.br/
www.radioboanova.com.br/roteiro/
www.arteespirita.com.br
www.bandanovaluz.com.br
http://palcomp3.com/silviosodre/
http://www.cancioneiro.com.br/
http://www.viajantedouniverso.org.br
http://www.letras.com.br/espirita
http://www.arteespirita.com.br/
MUSICOTERAPIA
Tratamento através da música não é fantasia; é real
Por Osvaldo Correa
Como funciona?
A nível psicológico somos influenciados pelos
acordes musicais e também pela mensagem contida na letra. Uma vez
modificado nosso padrão vibratório mental, nosso organismo se reajusta a
nível energético provocando a auto cura e ainda abrindo espaço para que
os espíritos superiores possam agir em nosso organismo.
A nível científico, o som musical é transportado por
ondas sonoras através da F.C.U., e para entendermos o seu mecanismo de
cura é preciso algum conhecimento básico sobre ondas e notas musicais.
Onda possui três características básicas:
a - Comprimento de onda, amplitude de onda e
freqüência, quanto maior o comprimento de onda é menor e a amplitude e
também a freqüência, conseqüentemente este tipo de onda possui menor
VIBRAÇÂO, tons menores indicado para tratamento de pessoas agitadas e
nervosas.
b - Quanto menor o comprimento de onda, maior será a
amplitude e a freqüência, conseqüentemente terão maior velocidade e
poder de penetração, indicado para tratamento de pessoas apáticas,
melancólicas ou com baixa vibração.
Por isso, Jesus, dirigindo-se a pessoas aparentemente vivas disse:
Eu vim para que tenham vida, e vida em abundancia (fluido vital).
Por sua vez, as notas musicais possuem tons maiores e tons menores.
Os tons menores são notas com ondas sonoras mais
lentas, melancólicas, diminuem a vibração, não é musica para ser ouvida
por quem já está abatido, “pra baixo”, baixará mais a sua vibração. Os
tons maiores ao contrário são notas mais rápidas, alegres, animadas,
aumentam a vibração. Indicado para tratamento de pessoas apáticas
depressivas, etc.
Indicamos a seguir argumentos a favor da implantação da música nas casas espíritas.
Questão 251 do L.E. Sensibilidade dos espíritos à música.
a - O espiritismo moralizará os homens e estes então só produzirão boas músicas. Obras Póstumas
b - A musica influencia o progresso moral dos homens. 'Obras Póstumas'
c - A boa música liga o ser ao criador por sua harmonia celeste. O. P.
d - O espiritismo deve orientar aos homens a ouvirem boa música. O. P.
e - O espiritismo depura a boa música. O.P.
f - A influência da música na recuperação de criminosos. Revista Espírita, maio 1864, pág.257.
g - A influencia da música no tratamento de loucos,
cretinos e idiotas. 'Revista Espírita'. maio de 1864, pag258.
Além destas recomendações da Codificação de Allan
Kardec, Leon Denis, contemporâneo de Kardec, no Livro O Espiritismo na
Arte, transcreve as seguintes mensagens dos espíritos O Esteta e
Massunes:
1 - A musica é a voz dos céus profundos. Tudo no
espaço traduz-se por vibrações harmônicas, e certas categorias de
espíritos, não comunicam entre si senão através de ondas sonoras. O
Esteta, pág. 79.
2 - A música ocupa lugar considerável nas
manifestações de culto que as almas prestam a Deus. O Esteta, pág. 79.
3 - Não há cerimônia religiosa verdadeiramente eficaz e completa sem o cântico. Pág 89
4 - A música influi sobre a saúde física por sua ação sobre os fluidos humanos. Pág 90
5 - O cântico produz uma dilatação salutar da alma,
uma emissão fluídica que facilita a ação das forças invisíveis. Pág. 89.
Enfim teríamos que transcrever o livro todo para conseguir falar de todos os benefícios da música.
Para não deixarmos o texto longo, sugerimos aos que
amam a música e aos que proíbem a música nas casas espíritas à leitura
deste livro O Espiritismo na Arte de Leon Denis.
Em nossa casa, (www.alvoradanova.org.br) verificamos na prática os seguintes benefícios:
a - A harmonia do ambiente, antes, durante e depois
dos trinta minutos de musicoterapia, é sentida não só por nós os
trabalhadores da casa como por todos os que nos visitam, como sendo dos
mais elevados.
b - A recuperação da harmonia físico-espiritual dos
atendidos que nos procuram se processa de maneira rápida e eficaz.
c - Como as pessoas que ouvem as músicas espíritas
podem acompanhar cantando com voz suave e menos altura que o cantor ou
cantora, há neste momento salutar intercambio de energias entre todo o
grupo.
d - Em nossa casa não temos placas dizendo:
"SILÊNCIO" ou "O SILÊNCIO É UMA PRECE". Mesmo sem a música em alguns
intervalos o silêncio é respeitado.
MÚSICA SEGUNDO O ESPIRITISMO
Harmonia é uma aptidão inerente ao Espírito — a todos os Espíritos —
parelho ao instinto de progressão que nos instiga a evoluirmos sempre.
Tal é o seu préstimo.
Toda a criação é uma sinfonia. A manutenção do Universo idem. O rugido
do solo terreno, o chio da água, o estrondo retumbante do trovão, o
gorjeio dos pássaros... Tudo isso é uma canção natural. Até o silêncio —
que não deixa de ser um elemento musical — é peça sonora. Logo, Deus, o
Grande Autor, é outrossim o Grande Compositor e Maestro da canção
universal.
Antes que a raça humana desenvolvesse a escrita e a fala, a intuição
materna já havia desenvolvido a canção de ninar, com modestos solfejos a
embalar suas crias no colo, com a mais pura autenticidade. Observando a
Natureza o homem aprendeu a cantar e a ritmar. No eco vindo das
cavernas, encontrou os primeiros efeitos especiais, ainda no
primitivismo. E por que queriam agradar aos seus deuses, nossos
ancestrais elegeram a Música como o mais sublime tributo e meio de
oblação, aquilo que melhor poderiam dar aos seres superiores. Assim
nasceu o gênero sacro. A profanidade musical surgiu quando os reis da
terra recobraram para si o status de divindade. A Música deu vida aos
aedos e trovadores, e no curso de seu alargamento assumiu feições
emotivas com o romantismo até se vulgarizar, para quebrar o atavismo da
exclusividade do elitismo, achando-se atualmente numa miscelânea tal,
que ora encanta, ora espanta.
Mas o que é a Música, afinal?
Nem mesmo os grandes mestres desta arte na Terra ousaram circunscrever
o seu conceito: “Música não é para ser explicada, mas para ser
sentida!” — concorda a maioria. Sendo de ordem metafísica, o homem não
poderia, logicamente, explicá-la.
Certa vez, porém, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sob a
regência do egrégio Allan Kardec, ocupou-se desta temática,
compreendendo que a Música, genuinamente de natureza espiritual, deva
ter uma aplicação transcendental e não meramente para entretenimento
terreno — embora seja legítimo este emprego. E para aqueles eminentes
estudiosos fez-se presente, mediunicamente, o Espírito de Gioachino
Antonio Rossini, que em vida foi renomado compositor de obras-primas
(tais como “A Cinderela”, “O Barbeiro de Sevilha” e “Guilherme Tell”).
Este se pôs a debruçar-se sobre a interpretação espírita à Harmonia, da
qual ora colocou-se humildemente na condição de singelo aprendiz. (vide
capítulos “Música Celeste” e “Música Espírita”, ambos em OBRAS PÓSTUMAS,
Allan Kardec)
Não é que haja música na espiritualidade, mas que A Música é do mundo
dos Espíritos — afirma Rossini — e esta é sem comparação — acrescenta.
As entidades elevadas que dominam a técnica musical a produzem por ação
direta com o fluido cósmico, cujas vibrações penetram no âmago dos seres
e se confunde com a prece, glorificando a Deus e levando ao êxtase
aqueles que são capazes de concebê-la. Tal configuração ressoa no éter
de maneira que nenhum instrumento humano jamais será capaz de imitar ao
menos aproximado.
Rossini continua sua interpretação comparando a Música a uma ponte: é
uma espécie de médium que transmite a harmonia do compositor aos seus
ouvintes. A essência, portanto, é a Harmonia, carregamento de
sentimentos daquele que a compõe. A música é posta a serviço desse
sentimento para tentar reproduzir as mesmas sensações do compositor
àquele que ouve. Uma canção está sempre emoldurada de parte do conteúdo
daquele que a produziu. O ouvinte, consciente ou não, absorve esse
contento. A boa criação musical é uma carta de amor que encantará àquele
que a ler. Em contrapartida, a composição vulgar esparge o perfume da
malícia, do rancor, da desonra. Ela sobrecarrega seu receptor e infama o
Pai Celeste. A música entoa aquilo que ao coração preenche.
Se em nosso orbe essa carga de sentimentos de que se compõe uma música
pode ser falseada ou mal reproduzida, no mundo espiritual isso não é
possível, pois a transmissão é de alma para alma, sem auxílio de
instrumentos rudes e limitados. Os Espíritos musicam o composto exato
daquilo que são.
Se de um lado da ponte está o artífice da obra harmônica, do outro
está o ouvidor. Este se enleva com a qualidade da obra conforme seu
estágio evolutivo. E escutar não constitui simplesmente um ato passivo,
mas é, além disso, ressoar na mesma faixa de vibração — positiva ou
negativa — tal qual uma câmara de eco. O gênero, por conseguinte, serve
como um dos parâmetros para graduar os indivíduos, fazendo valer esta
versão de um anexim: Diz-me que música tu ouves que te direi quem és.
Rossini atentam-nos para a importância da música espírita, como
utensílio de elevação individual e coletiva. Seja de teor doutrinário ou
de louvação, ela há de alavancar sentimentos mais nobres na humanidade.
O Espírito de sutis percepções — dado seu atraso moral e intelectual —
por vezes é tangido pela harmonia, levado ao cume de uma satisfação —
ainda que não a compreenda completamente — e, de volta à realidade,
sente em seu imo o almejo por subir novamente ao monte prazeroso. Este o
efeito terapêutico de que a Música é capaz, e que nos reporta a um
episódio bíblico, contado no primeiro livro de Samuel, em que Saul, o
rei déspota do povo hebreu, atormentado por angústias oriundas de seus
distúrbios morais, experimentou o efeito revigorador produzido pelos
sons tocados em uma harpa pelo menino Davi, que mais tarde se tornaria o
mais memorável dos reis de Israel e a quem se imputa o título de
mediador do livro dos Salmos.
Eis o instinto natural ao progresso imprimido na alma de todo ser
inteligente. Assim, a música espírita é uma mola propulsora para o
melhoramento individual. Ela projeta o oásis prometido às almas e nos
incita a caminhar nesse rumo.
A descrição acima veio de um indivíduo, Gioachino Rossini, mas foi
corroborada pelos Espíritos Superiores que acercaram o altivo
codificador espírita e o mencionado grupo de estudos, autenticando assim
a tese em nome do Espiritismo.
Visto que a música é uma das incumbências dos Espíritos, cuidemos de
nos qualificar nessa matéria, começando pela triagem do que ouvimos,
caminhando para a mediunização musical (reprodução das composições) até
topar a sublime aptidão para a composição.
Espíritas, patrocinem a música espírita, ouçam, componham, toquem e
cantem músicas espíritas. Mas que ela seja ato de caridade da parte do
músico espírita, tal como na mediunidade, sem benefícios financeiros ou
privilégios individualistas.
Mães, embalem seus filhos no colo e cantem para eles!
Homens, enfileirem-se com a orquestra da Natureza.
Por Ery Lopes
